de Rumo à Revolução Africana
“…Tendo julgado, condenado, abandonado suas formas culturais, sua língua, seus hábitos alimentares, seu comportamento sexual, sua maneira de sentar, de descansar, de rir, de se divertir, o oprimido se lança sobre a cultura imposta com o desespero de um afogado.
…Na ONU existe uma comissão para combater o preconceito racial. Filmes sobre preconceito racial, poemas sobre preconceito racial, mensagens sobre preconceito racial. Condenações espetaculares e fúteis do preconceito racial. Na realidade, um país colonial é um país racista. Se na Inglaterra, na Bélgica ou na França, apesar dos princípios democráticos afirmados por estas respectivas nações, ainda existem racistas, são esses racistas que, em sua oposição ao país como um todo, são logicamente consistentes. Não é possível escravizar homens sem logicamente torná-los inferiores em tudo. E o racismo é apenas a explicação emocional, afetiva, às vezes intelectual desta inferiorização...”