Bugiganga Tropical Vol.4 de Izzy Gordon, Carlos Casemiro, Renato Gama, Valerie e Benedict Turner
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- Tipo Capa Dupla
- EAN 0618455576171
- Catálogo TDR003
- Lançamento 2025
-
Formato
- Vinil
-
Tamanho
- 7"
-
Velocidade
- 45 RPM
-
Descrição
- Edição especial
-
Condição da manga
- Hortelã (M)
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Condição de mídia
- Hortelã (M)
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A Tropical Diaspora Records Conclui a Marcante Série Bugiganga Tropical com o Histórico Vol. 4: "Cotton" Apresentando Samba Blues e Piedmont Blūz Acoustic Duo
Como parte de sua celebração de 10º aniversário, a Tropical Diaspora Records, sediada em Berlim, orgulhosamente apresenta o capítulo final e culminante de sua série fundamental Bugiganga Tropical: Vol. 4: "Cotton" (Algodão). Este vinil comemorativo de 7 polegadas sintetiza a jornada de uma década do selo, conectando as tradições musicais brasileiras e americanas através de encontros fortuitos que espelham as ligações diaspóricas que o selo tem defendido desde 2015.
As Histórias Por Trás das Canções: Uma Década de Encontros Musicais
A criação deste volume final abrange continentes e encontros ao acaso, curada pelo fundador do selo, DJ Garrincha, cujas conexões pessoais com os artistas moldaram a profunda narrativa do lançamento.
Lado A: Samba Blues - "Resilience in the Key of Diaspora"
A jornada para esta colaboração começou quando DJ Garrincha pesquisava as tradições do blues no Mississippi Delta, buscando o som perfeito para completar a série Bugiganga. Durante este período, uma conversa transatlântica transformadora com o compositor brasileiro Renato Gama revelou o profundo parentesco espiritual entre o blues do Mississippi e o samba de São Paulo.
"Enquanto eu caminhava pela paisagem do Mississippi onde o blues nasceu," recorda DJ Garrincha, "eu descrevi a Renato como as mesmas histórias de luta, resiliência e sobrevivência espiritual que moldaram o blues ecoavam nos círculos de samba do Brasil. Percebemos que ambas as formas eram diários musicais da realidade afro-diaspórica — documentos crus e poéticos de sobrevivência."
Esta conversa inspirou Renato Gama a formar o coletivo temporário Samba Blues com Izzy Gordon e Carlos Casemiro, criando uma faixa que conscientemente tece o slide guitar melancólico do Delta com a complexidade rítmica do samba urbano. A composição resultante, "Resilience in the Key of Diaspora", serve como um testemunho vivo das raízes compartilhadas e da evolução paralela dessas formas de arte afro-diaspóricas.
Lado B: Piedmont Blūz Acoustic Duo - "The Last Kind Words"
A descoberta de Valerie e Benedict Turner ocorreu durante um encontro inesperado na Regata Histórica em Veneza, Itália. O que começou como um incidente racial transformou-se em uma profunda conexão quando DJ Garrincha interveio em apoio aos Turners, que estavam enfrentando discriminação durante o festival.
"Naquele momento de tensão, encontramos uma afinidade imediata," diz Benedict Turner. "Quando descobrimos que DJ Garrincha e eu fazíamos aniversário quase no mesmo dia, pareceu que os ancestrais haviam orquestrado este encontro."
A despedida do trio em um cruzamento de Veneza onde oito ruas convergiam — uma poderosa referência simbólica ao orixá Exú, que governa os caminhos humanos e as encruzilhadas — inspirou os Turners a contribuir com "The Last Kind Words". Esta peça acústica assombrosa encerra não apenas o disco, mas coincide exatamente com o 10º aniversário da Tropical Diaspora, fazendo com que a conclusão deste ciclo musical pareça cosmicamente ordenada.
A Perspectiva dos Imigrantes: Curando o Diálogo Diaspórico
Fundada em Berlim em 2015, a Tropical Diaspora Records tem aproveitado sua posição no cenário cultural europeu para facilitar conversas entre tradições musicais diaspóricas que de outra forma poderiam permanecer separadas. O papel de DJ Garrincha e Dj Dr.Sócrates como construtores de pontes culturais tem sido essencial para essas conexões.
"Esses dois encontros — um planejado, outro completamente inesperado — demonstram como a diáspora continua a encontrar maneiras de se reconectar," diz DJ Garrincha. "Desde as viagens de pesquisa ao Mississippi Delta até o encontro fortuito nos canais de Veneza, os ancestrais nos guiavam para completar este círculo exatamente no momento em que marcamos uma década de nossa existência."
"O fato de completarmos esta série exatamente dez anos depois de começarmos, com músicas nascidas de encontros tão significativos, parece uma bênção do próprio Exú," reflete DJ Garrincha. "O mesmo cruzamento com oito ruas em Veneza onde Valery, Benedict e eu nos despedimos agora nos leva para a próxima década da Tropical Diaspora."
A HISTÓRIA DE ORIGEM: BUGIGANGAS COLONIAIS, RIQUEZA ANCESTRAL
As Raízes da Tropical Diaspora Records
A palavra “bugiganga” ainda ecoa nos meus ouvidos — um termo português para quinquilharias ou trastes, cuspido com desdém por paulistanos ricos para descrever os poucos pertences da minha avó negra enquanto ela trabalhava em suas casas. “Empregada doméstica”, eles a chamavam — apenas um eufemismo que escondia a escravidão moderna.
Esses discos nasceram dessa injustiça. O que os colonizadores chamavam de “sem valor” — a música, os artesanatos e os fragmentos de cultura preservados pelos oprimidos — tornou-se nosso tesouro mais sagrado. A série Bugiganga Tropical homenageia essa verdade: o que os senhores chamavam de “tralha” era, na realidade, a herança insubstituível de africanos escravizados e povos indígenas.
Esta é a música como história viva — não dados de streaming, mas artefatos físicos que você precisa segurar para realmente conhecer, assim como a história da minha avó precisa ser guardada para ser lembrada.
O algodão encarna o capítulo mais sangrento do capitalismo racial — o tecido da escravidão que vestiu o mundo enquanto arrancava a liberdade dos africanos.
A SÉRIE COMPLETA: UMA BOTÂNICA DA RESISTÊNCIA
(Agora atualizada com o Vol. 4: Algodão) Cada volume representa uma planta que alimentou a exploração colonial enquanto nutria a resistência:
Vol. 1: Café (2015) – O caminho brutal do trabalho forçado. O estimulante que alimentou a exploração colonial.
Vol. 2: Cacau (2018) – A doçura roubada do conhecimento indígena. A semente amarga do saber indígena usurpado.
Vol. 3: Tabaco (2020) – A folha sagrada transformada em moeda de opressão e genocídio.
Vol. 4: Algodão (2025) – O ponto final no tecido da escravidão, agora desfeito.
/// Versão em Português do Brasil
10 Anos da Tropical Diaspora Records®
Para celebrar uma década da Tropical Diaspora Records®, encerramos o capítulo da nossa primeira série em vinil — o projeto que deu origem ao selo em 2015.
A HISTÓRIA DE ORIGEM: BUGIGANGAS COLONIAIS, RIQUEZA ANCESTRAL
As Raízes da Tropical Diaspora Records
A palavra “bugiganga” ainda ecoa nos meus ouvidos — um termo português para quinquilharias ou trastes, cuspido com desdém por paulistanos ricos para descrever os poucos pertences da minha avó negra enquanto ela trabalhava em suas casas. “Empregada doméstica”, eles a chamavam — apenas um eufemismo que escondia a escravidão moderna.
Esses discos nasceram dessa injustiça. O que os colonizadores chamavam de “sem valor” — a música, os artesanatos e os fragmentos de cultura preservados pelos oprimidos — tornou-se nosso tesouro mais sagrado. A série Bugiganga Tropical homenageia essa verdade: o que os senhores chamavam de “tralha” era, na realidade, a herança de africanos escravizados e povos indígenas.
Esta é a música como história viva — não dados de streaming, mas artefatos físicos que você precisa segurar para realmente conhecer, assim como a história da minha avó precisa ser guardada para ser lembrada.
O algodão encarna o capítulo mais sangrento do capitalismo racial — o tecido da escravidão que vestiu o mundo enquanto arrancava a liberdade dos africanos.
A SÉRIE COMPLETA: UMA BOTÂNICA DA RESISTÊNCIA (Agora atualizada com o Vol. 4: Algodão)
Cada volume representa uma planta que alimentou a exploração colonial enquanto nutria a resistência:
Vol. 1: Café (2015) – O caminho brutal do trabalho forçado. O estimulante que alimentou a exploração colonial.
Vol. 2: Cacau (2018) – A doçura roubada do conhecimento indígena. A semente amarga do saber indígena usurpado.
Vol. 3: Tabaco (2020) – A folha sagrada transformada em moeda de opressão e genocídio.
Vol. 4: Algodão (2025) – O ponto final no tecido da escravidão, agora desfeito.
Créditos
Samba Blues
Letra e Melodia: Renato Gama
Interpretado por:
Renato Gama: Arranjo de Guitarra
Izzy Gordon: Voz
Carlos Casemiro: Voz
Gaita: André Luís
Cavaquinho: Camila Silva
Cuíca: Jhony Guina
Técnico de Som: Kauê Gama
Roadie: Marcelinho Henrique
Produção Musical: Ronaldo Gama
Direção Musical: Renato Gama
Produção Executiva: Ligéa de Mateo
Letra:
Samba Blues (Renato Gama)
No Haiti
Em uma encruzilhada
Houve um encontro de Robert Johnson e Carlos Cachaça
Não teve reza não
Mas firmaram uma composição
Um samba blues que será cantado por Jamelão
Que irá dividir com a Billie Holiday a interpretação
E Araci de Almeida ficará encarregada de dar a bênção.
Last Kind Words
Música de: Geechie Wiley
Interpretada por Piedmont Blūz Acoustic Duo: Valerie e Benedict Turner
As últimas palavras gentis que ouvi meu pai dizer
Senhor, as últimas palavras gentis que ouvi meu pai dizer
Se eu morrer, se eu morrer na guerra alemã
Eu, eu quero que você mande meu corpo, mande para minha mãe, Senhor
Se eu for morto, se eu for morto, por favor, não enterre minha alma
Ah, apenas me deixe lá, deixe os abutres me comerem inteiro
Quando você me vir, me vir chegando, olhe através do campo do homem rico
E, se eu não trouxer farinha, eu trarei farelo peneirado
Fui ao depósito, olhei para as estrelas
Eu chorei, esse trem não virá, haverá alguma caminhada a ser feita
Agora minha mãe, ela me disse pouco antes de morrer
Senhor, minha preciosa filha, não seja tão selvagem
Bem, o Rio Mississippi, você sabe que é profundo e largo
Eu posso ficar bem aqui, ver meu bebê do outro lado
O que você me faz, amor, nunca sai de mim
Posso não te ver até atravessar o vasto mar azul
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