Fita Embolada Do Engenho Vol.1 [Pacote]

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Preço normal €20,00 EUR inc. VAT
Detalhes do produto
  • Tipo Cassete de fita
  • EAN 0678247930987
  • Catálogo TDR016
  • Lançamento 2020
  • Formato
    • Cassete
  • Descrição
    • Reedição
  • Condição da manga
    • Hortelã (M)
  • Condição de mídia
    • Hortelã (M)

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Fita Embolada Do Engenho Vol.1 – Rapadura x Tropical Diaspora Records

Um manifesto roots-futurista do Nordeste brasileiro, redesenhado para a diáspora global.

Em Fita Embolada Do Engenho Vol.1, o poeta, produtor e ativista cearense Rapadura (Xique-Chico) não apenas rima – ele reimplanta o hip-hop na terra vermelha do sertão. Por mais de duas décadas, Rapadura construiu um caminho independente onde o kick drum 808 encontra rimas de embolada, percussão de maracatu e as tradições orais do Nordeste brasileiro. Isso não é fusão como pastiche; é ritmo territorializado– uma afirmação consciente de que a linguagem global do rap pode ser falada com sotaque nordestino, inspirando-se na literatura de cordel, nas cadências do forró e nas mitologias de Zumbi, Lampião e do litoral banhado pela brisa.

A Tropical Diaspora Records entende este trabalho como um ato vital de contracartografia sônica. Enquanto o hip-hop mainstream frequentemente olha para o norte, Rapadura se volta para o leste, em direção à África, e para dentro, para o quilombo— reconhecendo que a diáspora flui não apenas através do Atlântico, mas também dentro do Brasil, conectando o sertanejo, o indígena, o caiçara e a favela. Sua estreia independente de 2010, agora remasterizada e relançada pela TDR, torna-se um documento de groove decolonial: músicas como “Norte Nordeste Me Veste” (mais de 5 milhões de visualizações) e “Maracatu De Cá Prá Lá” tecem uma ponte sonora entre o engenho e a batalha, entre a roça e a rua.

Por que a TDR abraçou esta fita:
Não vemos Rapadura como uma curiosidade regional, mas como um pensador trans-hemisférico. Sua música responde a uma pergunta raramente feita: como soa o hip-hop quando seu ritmo é ditado pelos ventos alísios do Atlântico, e não apenas pelos metrôs de Nova York? Ao lançar Fita Embolada Do Engenho Vol.1 em cassete e vinil, a Tropical Diaspora afirma que o Nordeste não é uma periferia — é um ponto de partida. A voz de Rapadura é uma diáspora dentro de uma diáspora: africana, indígena, portuguesa, sertaneja, e ribeirinha tudo ao mesmo tempo.

Para ouvintes prontos para viajar: Estas 8 faixas não são música de fundo. Elas são etnografia rimada — uma relíquia da era das fitas cassete de 2010 que agora soa como uma profecia. Aperte o play e ouça a embolada como precursora do rap consciente. Ouça o amor popular como filosofia política. Ouça um homem de Fortaleza declarar, em 4:42, que o Norte-Nordeste o veste — e, por extensão, veste um novo mapa de onde o hip-hop vive.

Tropical Diaspora Records – Reorientando o groove. Conectando os trópicos.